O cerco de Senaqueribe a Jerusalém e os 185 mil soldados assírios mortos

O que fontes históricas dizem sobre o famoso cerco do rei assínirio Senaqueribe a Jerusalém e os 185 mil soldados assírios mortos por um anjo enviado por Deus.

11/2/20254 min read

O Cerco de Jerusalém por Senaqueribe: Quando Deus Livrou a Cidade Santa

O cerco de Jerusalém pelo rei assírio Senaqueribe é um dos episódios históricos mais impressionantes do Antigo Testamento — e também um dos mais bem documentados fora da Bíblia. O evento ocorreu por volta de 701 a.C., durante o reinado do rei Ezequias de Judá, e está registrado em textos bíblicos, em inscrições assírias e até em achados arqueológicos.

Contexto Histórico: o poder da Assíria

Naquela época, o Império Assírio era a nação mais poderosa do mundo. Senaqueribe, filho de Sargão II, expandiu o domínio assírio e invadiu várias cidades de Judá, destruindo-as uma a uma. Seu objetivo final era tomar Jerusalém, o coração do reino e símbolo da fé no Deus de Israel.

O cerco de Jerusalém

A Bíblia relata o episódio em 2 Reis 18–19, 2 Crônicas 32 e Isaías 36–37. Após conquistar várias cidades fortificadas, Senaqueribe cercou Jerusalém com um poderoso exército. O rei Ezequias, temendo pela cidade, buscou o profeta Isaías em oração. Enquanto Senaqueribe enviava mensageiros zombando de Deus e do povo de Judá, Isaías anunciou a promessa divina: Jerusalém não seria tomada. O Senhor protegeria a cidade por amor a Davi e à Sua aliança.

A intervenção divina

Naquela mesma noite, segundo o relato bíblico, o anjo do Senhor feriu de morte 185 mil soldados assírios no acampamento inimigo. Diante dessa derrota inesperada e sobrenatural, Senaqueribe recuou e voltou para Nínive, sua capital, sem conquistar Jerusalém.

Confirmação arqueológica e registros históricos

Esse evento não é apenas mencionado na Bíblia. Há registros assírios que confirmam que Senaqueribe sitiou Jerusalém, mas nunca a conquistou. O famoso Prisma de Senaqueribe, encontrado em Nínive e hoje preservado em museus de Londres e Chicago, relata que o rei “encerrou Ezequias, o judeu, como um pássaro em sua gaiola” — mas não menciona vitória nem tomada da cidade. Essa ausência é significativa: os reis assírios sempre relatavam suas vitórias com detalhes, mas o silêncio de Senaqueribe sobre a conquista de Jerusalém confirma o fracasso do cerco, em harmonia com o relato bíblico. É consenso entre historiadores que grandes reis e imperadores do passado raramente registravam seus reveses e derrotas, mas apenas suas vitórias. E isso por uma razão simples: os objetivos principais dos registros dos feitos dos reis eram demonstrar a própria grandeza, fazer auto propaganda e legitimar seu  poder. Assim sendo, dificilmente um rei registraria suas derrotas. Insta lembrar que no mesmo prisma do Rei Senaqueribe, ele menciona a conquista e captura de 46 cidades do reino de Judá, e de outras cidades de outros reinos. Mas não menciona que capturou Jerusalém. E por qual razão o prisma de Senaqueribe, que registra os grandiosos feitos do Rei, não menciona a captura de Jerusalém por ele, Senaqueribe? Simples - porque esse fato não ocorreu, tal qual afirma o texto bíblico. Além do registro no prisma de Senaqueribe, arqueólogos já encontram vestígios de acompamento assírio próximo a Jerusalém.

O que dizem os registros históricos sobre os 185 mil soldados assírios mortos

A Bíblia diz o seguinte: Então saiu o anjo do Senhor, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles; e, quando se levantaram pela manhã cedo, eis que todos estes eram corpos mortos. Assim Senaqueribe, rei da Assíria, se retirou, e se foi, e voltou, e habitou em Nínive. (Isaías 37:36,37)

A arqueologia já encontrou vestígios do cerco de Senaqueribe a Jerusalém. Porém, a morte repentina dos 185 mil soldados é um dos mistérios mais discutidos da Antiguidade. Conforme dito acima, o Prisma de Senaqueribe, descoberto em Nínive e hoje preservado no Museu Britânico e no Museu de Chicago, confirma o cerco, mas curiosamente não menciona vitória alguma. Historiadores e arqueólogos veem nesse silêncio uma prova indireta de que algo desastroso ocorreu. Documentos antigos egípcios e relatos de autores posteriores, como Heródoto, mencionam uma praga misteriosa — possivelmente peste bubônica ou disenteria — que teria dizimado o exército assírio durante a campanha na terra da Judéia.

Embora a explicação médica seja debatida, o fato permanece: Senaqueribe não conquistou Jerusalém. Algo catastrófico aconteceu naquela noite, forçando um dos exércitos mais temidos do mundo antigo a recuar sem vitória. Lembremos, contudo que a Bíblia menciona claramente o que aconteceu: 185 mil soldados foram mortos numa única noite por um anjo enviado por Deus especialmente para esse fim e livrar Jerusalém da invasão assíria. A mesma Bíblia que relata esse vento sobrenatural também relata, posteriormente, que o Rei Senaqueribe fora assassinado por seus filhos -  fato este confirmado pela história e arqueologia seculares. A Bíblia também é registro histórico.

Conclusão

O cerco de Jerusalém por Senaqueribe permanece como um dos exemplos mais notáveis da intervenção divina na história. A cidade sobreviveu à força militar mais poderosa de seu tempo, e o evento segue registrado tanto nas Escrituras Sagradas quanto em documentos históricos e arqueológicos. A vitória de Jerusalém não foi militar — foi espiritual. O Deus de Israel mostrou Seu poder e fidelidade, preservando a cidade e confirmando que nenhuma força humana pode prevalecer contra a soberania e vontade do Senhor.

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